sábado, 20 de julho de 2019
quarta-feira, 17 de julho de 2019
O Meu Mar
Verão mudado
Silêncio nas escolas
Não se vê ninguém
Os gatos passeiam
Onde lhes convém
Agosto promete
Umas boas férias
São boas para uns
P'ra outros são lérias...
O tempo enroscado
não nos convida
Uma ida à praia
tão apetecida
Faz sol, faz vento
Chuvisca e troveja
E o Verão antigo
não há quem o veja
Mas é afinal
Sinal dos tempos
O planeta sofre
com vários tormentos
Sofre a humanidade
Porque uns tais senhores
Não querem saber
De tantos horrores...
Clara Mestre
Não se vê ninguém
Os gatos passeiam
Onde lhes convém
Agosto promete
Umas boas férias
São boas para unsP'ra outros são lérias...
O tempo enroscado
não nos convida
Uma ida à praia
tão apetecida
Faz sol, faz vento
Chuvisca e troveja
E o Verão antigo
não há quem o veja
Mas é afinal
Sinal dos tempos
O planeta sofre
com vários tormentos
Sofre a humanidade
Porque uns tais senhores
Não querem saber
De tantos horrores...
Clara Mestre
Dos velhos, a sabedoria...
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Primavera
Muitas palavras posso arranjar
Que façam verso, possam rimar
Mas isso só, não é poesia!...
Poesia é quando chega a Primavera
Ter alegria desmedida de viver
Sentir que o sol brilha ardentemente
Queimando até a seiva do meu ser
Poesia é amar todos os homens
Em todas as Primaveras em flor
Pedindo a Deus a paz p'ra todo o mundo
E que os homens não se esqueçam do amor
Poesia é querer lutar de mãos dadas
Sempre com muita ousadia
Transmitindo muita paz
Com amor e harmonia
E abraçada à Natureza
Eu peço com alegria
Que a Primavera nos traga
Tudo a que chamo poesia...
Clara Mestre
Que façam verso, possam rimar
Mas isso só, não é poesia!...
Poesia é quando chega a Primavera
Ter alegria desmedida de viverSentir que o sol brilha ardentemente
Queimando até a seiva do meu ser
Poesia é amar todos os homens
Em todas as Primaveras em flor
Pedindo a Deus a paz p'ra todo o mundo
E que os homens não se esqueçam do amor
Poesia é querer lutar de mãos dadas
Sempre com muita ousadia
Transmitindo muita paz
Com amor e harmonia
E abraçada à Natureza
Eu peço com alegria
Que a Primavera nos traga
Tudo a que chamo poesia...
Clara Mestre
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Lisboa
Recordo a minha Lisboa
Sou filha desta cidade
Eu não nasci nela à toa
por ela tenho vaidade
Lisboa de colinas e vielas
De pregões pelas vielas
de varinas e de artistas
esta Lisboa que eu amo
ao lembrar a vida antiga
relembro suas conquistas
Lisboa é recordação
no fado ou numa canção
Pátria Lusa, tão antiga
eu rezo-lhe uma oração
que sai do meu coração
p'ró refrão duma cantiga.
Sou filha desta cidade
Eu não nasci nela à toapor ela tenho vaidade
Lisboa de colinas e vielas
De pregões pelas vielas
de varinas e de artistas
esta Lisboa que eu amo
ao lembrar a vida antiga
relembro suas conquistas
Lisboa é recordação
no fado ou numa canção
Pátria Lusa, tão antiga
eu rezo-lhe uma oração
que sai do meu coração
p'ró refrão duma cantiga.
Clara Mestre
sábado, 28 de junho de 2014
Mendigos do poço, espelho do Mundo
Este poço é a vergonha
por aqui se pode ver
no mundo, a desigualdade
Aqueles que têm tudo
não sentem, nem vão lembrar
que há poços iguais a este
em todo e qualquer lugar
É só um pequeno nada
esta amostra radical
do sofrimento dos homens
por um bem essencial...
Clara Mestre
Perdi um sapato
Perdi um sapato
p'los caminhos da vida
e a pé coxinho
custou-me a subida
O caminho é árduo
com muita pedrinha
e só com um sapato
senti-me sozinha
Tentei encontrar
o outro sapato
andava perdido
no meio do mato
Depois de o calçar
senti liberdade
já podia andar
com facilidade
e ao caminhar
senti-me feliz
cá vou tropeçando
nalgumas pedrinhas
do nosso país...
p'los caminhos da vida
e a pé coxinhocustou-me a subida
O caminho é árduo
com muita pedrinha
e só com um sapato
senti-me sozinha
Tentei encontrar
o outro sapato
andava perdido
no meio do mato
Depois de o calçar
senti liberdade
já podia andar
com facilidade
e ao caminhar
senti-me feliz
cá vou tropeçando
nalgumas pedrinhas
do nosso país...
Clara Mestre
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Uvas
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Verão Triste
O verão era o telhado do pobre
Era a roupa do mendigo
Alegrias e desfolhadas
E a ceifa do nosso trigo.
Mas... tudo isso vai mudando
Hoje há fogos pavorosos
Que nos deixam muito tristes
A pensar em seres maldosos
Por que fazem tais loucuras,
Que não pensam no irmão?
Gente que fica sem nada
Sem casas, sem ganha pão.
Não há justiça p'ra isto?
Quem acode à aflição?...
Senhores ministros, estadistas,
Esperamos de vós ação
Não gastem dinheiro à toa
Comprem meios de salvação
E tenham pena dos pobres
Que ficam sem lar, sem pão.
Nós que não fomos queimados
Temos mais é que pensar
Nessas gentes, nessas terras
E nos meios p'rós ajudar.
Era a roupa do mendigo
Alegrias e desfolhadas
E a ceifa do nosso trigo.
Mas... tudo isso vai mudando
Hoje há fogos pavorosos
Que nos deixam muito tristesA pensar em seres maldosos
Por que fazem tais loucuras,
Que não pensam no irmão?
Gente que fica sem nada
Sem casas, sem ganha pão.
Não há justiça p'ra isto?
Quem acode à aflição?...
Senhores ministros, estadistas,
Esperamos de vós ação
Não gastem dinheiro à toa
Comprem meios de salvação
E tenham pena dos pobres
Que ficam sem lar, sem pão.
Nós que não fomos queimados
Temos mais é que pensar
Nessas gentes, nessas terras
E nos meios p'rós ajudar.
Clara Mestre
Inferno
E o fogo devorou, devastou
Toda aquela serrania
E eu perguntava a chorar
Onde é que Deus estaria
E pedia em oração
Que Deus nos desse um sinal
E que aliviasse um pouco
Aquele horror infernal.
Deus ouviu as muitas preces
De ajuda, que lhe pediam
E do céu caiu a chuva
P'ra apagar tanta agonia
Foi pouca, mas ajudou!...
Foi um pouquinho do céu
Que veio à terra dizer
Que Deus não nos esqueceu.
E eu perguntava a chorar
Onde é que Deus estaria
E pedia em oração
Que Deus nos desse um sinal
E que aliviasse um pouco
Aquele horror infernal.
Deus ouviu as muitas preces
De ajuda, que lhe pediam
E do céu caiu a chuva
P'ra apagar tanta agonia
Foi pouca, mas ajudou!...
Foi um pouquinho do céu
Que veio à terra dizer
Que Deus não nos esqueceu.
Clara Mestre
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Brindar
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Tiro o Chapéu
Tiro o chapéu a este povoP'lo valente que ele é
Transforma tristeza em riso
E aguenta de pé
Neste lindo Portugal
"De saúde nem se fala"
"As finanças estão doentes"
E o povo aguenta e cala
Não vale a pena falar
Já estamos roucos de todo
Já nos custa acreditar
Que alguém pense neste povo
Mas... não vamos perder a Esperança
Pois ainda queremos ver
Um país equilibrado
E sempre pronto a crescer
Portugal das descobertas
Que tem no mundo, um bocado
Nunca poderá esquecer
Toda a glória do passado.
Clara Mestre
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Incêndios
Nossa terra está a arder,
Vão-se os verdes que amo tanto
O povo fica a sofrer,
Sufocado em fumo e pranto
Sofremos com as vinganças
Com estupidez e maldade,
Com descuidos e indiferenças,
Entretanto... a terra arde...
Não queremos que a nossa terra
Pareça terra lunar,
Nem queremos que a nossa gente,
Fique sem pão e sem lar.
Que volte o verde da esperança
Com a terra renovada,
Que Portugal merece
Ser terra verde e amada.
Vão-se os verdes que amo tantoO povo fica a sofrer,
Sufocado em fumo e pranto
Sofremos com as vinganças
Com estupidez e maldade,
Com descuidos e indiferenças,
Entretanto... a terra arde...
Não queremos que a nossa terra
Pareça terra lunar,
Nem queremos que a nossa gente,
Fique sem pão e sem lar.
Que volte o verde da esperança
Com a terra renovada,
Que Portugal merece
Ser terra verde e amada.
Clara Mestre
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Recordando O Moinho da Serra do Picoto (Gradil)
No alto da Serra do Picoto
Havia um Moinho que cantava
Como a água canta na fonte
Quando o vento de mansinho
Com um cheiro a rosmaninho
Passeava pelo monte.
Nunca ele estava parado,
Às velas sempre abraçado
Em transportes de carinho!
O vento não se cansava
De deixar um só momento
De beijar esse moinho.
Tanto amor, tanta ternura
Deste moinho encantado.
A mim parecia-me estar
O Moinho a suspirar
Pelo vento apaixonado.
Havia um Moinho que cantavaComo a água canta na fonte
Quando o vento de mansinho
Com um cheiro a rosmaninho
Passeava pelo monte.
Nunca ele estava parado,
Às velas sempre abraçado
Em transportes de carinho!
O vento não se cansava
De deixar um só momento
De beijar esse moinho.
Tanto amor, tanta ternura
Deste moinho encantado.
A mim parecia-me estar
O Moinho a suspirar
Pelo vento apaixonado.
Clara Mestre
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Chuva
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Tenho asas, tenho braços
Tenho asas, Tenho braços
E dar sentidos abraços
A quem me saiba entender
Ter asas, poder voar
Ir sondar o infinito
Declamar meus poemas
Poder dizê-los num grito
Oh poetas meus irmãos
Benditas as vossas mãos
Benditos vossos abraços.
Clara Mestre
domingo, 28 de julho de 2013
Indiferença
O meu prédioÉ uma torre de Babel
Das muitas pessoas
Que cá moram
Só conheço quatro
É triste, desolador
E caricato
Bom dia, Boa tarde
E Boa noite
Não passam de palavras
Encontros e desencontros
Chegadas e partidas,
Só palavras
Engolidas pelo stress
Entre dois elevadores
Nas subidas e descidas...
Clara Mestre
sábado, 27 de julho de 2013
O Meu Relógio
Na minha alegre casa de jantar
Eu tenho um relógio brincalhão
Tem olhinhos sempre a dar a dar
É um mocho com muita distinção
Seu sistema nervoso é engraçado
Com seu tique-taque de energia
Dá as horas em ritmo compassado
Ao ritmo da minha fantasia
O nosso coração é um motor
Tão pequenino que mal se sente
O meu relógio é um mocho sedutor
O seu pulsar anima toda a gente
Neste mundo de falsas aparências
Nem todos os relógios são iguais
Tanto os corpos como as consciências
Podem ser apenas irreais...
Eu tenho um relógio brincalhão
Tem olhinhos sempre a dar a dar
É um mocho com muita distinção
Seu sistema nervoso é engraçado
Com seu tique-taque de energia
Dá as horas em ritmo compassado
Ao ritmo da minha fantasia
O nosso coração é um motor
Tão pequenino que mal se sente
O meu relógio é um mocho sedutor
O seu pulsar anima toda a gente
Neste mundo de falsas aparências
Nem todos os relógios são iguais
Tanto os corpos como as consciências
Podem ser apenas irreais...
Clara Mestre
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Avó!...
Avó,Poema da minha infância
Velhinha querida!...
Dos meus tempos de criança
Meu perfume de bondade
De saber e de constância
Avó... tu foste aquela mulher!...
Valente e submissa...
Mãe coragem! Avó doce...
Sem maldizer, sem malícia
Foste o tudo para quem
Tinhas que ser
Avó, tu foste um poema
Que valeu a pena ler.
Clara Mestre
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